PROJETO
SACOLA LITERÁRIA
EMEB
– ERMÍNIA PAGGI
ELABORADO
POR CRISTIANE CALADO
ADAPTADO
LUANA B. C. LUIZ
SÃO
BERNARDO DO CAMPO
2012
Projeto
Sacola Literária
1 – Justificativa:
Porque
desenvolver este projeto com os alunos?
(Desenvolvido por Luana B.C. Luiz)
A leitura
permite que tenhamos acesso à informação, além de ser uma atividade que
desperta a criatividade, trabalha a abstração e desenvolve diversas áreas
cognitivas portanto. Por ser assim de Suma importância deve ser uma tarefa a
ser realizada não apenas com os profissionais da escola, mas também com a
família e com a sociedade em geral.
O
nosso projeto propõem que por meio da leitura alunos, professores e os
familiares possam desenvolver e assimilar novos conhecimentos, habilidades e
atitudes, que lhe permitam uma transformação de seus valores, ideias e
atitudes, renovando e ampliando sua formação. Nesse sentido, o Projeto Sacola
Literária apresenta-se como uma dessas possibilidades de acesso ao
entretenimento, leitura, à imaginação, à informação e à construção de
conhecimento.
Doravante
o projeto visa apresentar a leitura como instrumento de aquisição de novos
saberes mas de forma prazerosa. Ao ser realizado com os familiares, o projeto
visa não apenas a integração criança e seus familiares, mas uma integração
escola, família e comunidade, servindo desta forma como instrumento de
integração social, cultural e cidadã.
2- Objetivo Geral:
Os objetivos (geral e específico)
aqui apresentados foram desenvolvidos pela professora Cristiane Calado. Maiores
informações: http://cristianecalcado.blogspot.com/2011/07/projeto-sacola-literaria.html
· Estimular nos
alunos um processo de leitura permanente para estar continuamente atualizados
frente aos desafios e perspectivas do mundo moderno/contemporâneo, ajudando -
os a se tornarem sujeitos leitores e escritores.
3- Objetivos
Específicos:
· Fomentar o
hábito da leitura;
· Colaborar com
a inserção do aluno no mundo letrado.
· Contribuir
para a competência leitura e o desenvolvimento de múltiplas inteligências.
· Realizar
seções de leitura e hora do conto;
· Promover
intercâmbio culturas entre os leitores;
· Explorar as
mensagens dos livros através de atividades.
· Entender que a
leitura e a escrita desafiam nossa imaginação e
· possibilita
nosso crescimento intelectual;
· Utilizar
diferentes linguagens como meio para produzir, expressar e comunicar suas
idéias;
· Permitir a
construção de pontos de vista de uma visão de mundo, e
atribuição de
sentido;
· Favorecer o desenvolvimento
de um pensamento abstrato, complexo e de natureza diferenciada daquele
permitido pela linguagem oral;
· Propiciar uma
relação criativa critica e libertadora com a escrita, mostrando-se como desafio
para qualquer processo de democratização e mudança social coletiva.
· Incentivar a
formação de leitores;
· Ampliar o
vocabulário, as experiências de leitura com o grupo e
·
individualmente;
· Incentivar o
estudante a compreender e utilizar melhor as regras
· Ortográficas
da Língua Portuguesa;
· Oportunizar
aos estudantes o acervo de inúmeras obras literárias de variados autores,
buscando sempre, ampliar seus conhecimentos e suas capacidades criativas.
4- Descrição da
Ação
(Desenvolvido por Luana B.C. Luiz)
Os
alunos levarão para a casa uma sacola, desenvolvida para atividade, que terá
uma pasta dentro contendo:
- Uma
folha de explicação sobre o que é o projeto e quais os objetivos;
- Uma
folha de instruções sobre como elaborar as atividades com os familiares.
- Um
texto baseado no gênero que estamos trabalhando (fábulas, contos, lendas
etc.).
- Três
folhas de atividades referentes ao texto.
O
aluno deverá realizar a leitura e a discussão do texto com os seus familiares e
posteriormente realizar as atividades referentes a leitura que consistem em
interpretação de texto, registos de opiniões e ilustração do texto (ver anexo
“folhas amarelas”). Para isto o aluno permanecerá 2 (dois) dias com a sacola em
sua casa, para que tenha tempo de realizar as atividades com seus familiares em
uma momento adequado para ambos.
Todos
os alunos levarão a sacola literária para a casa. Caberá à professora decidir
como, para quem e em que dia a sacola será enviada a casa do aluno.
Ao
retornar com a sacola o aluno deverá ler a história para a sala e relatar o que
ele e seus familiares aprenderam com a história. Após a professora poderá
realizar com os alunos uma roda de conversa sobre o tema do texto e ou história,
bem como realizar outras atividades que considerar válidas.
Os
alunos que ainda estão desenvolvendo a leitura e a escrita (pré-silábicos,
silábicos com e sem valor e silábicos alfabéticos) também deverão levar a
sacola para casa, porém irão realizar com os familiares a folha de registro de
opiniões e a de ilustrações; fazendo a atividade de interpretação em sala de
aula com a professora como escriba.
5- Fundamentação Teórica
A fundamentação teórica aqui
apresentada foi desenvolvida pela
professora Cristiane Calado. Maiores informações: http://cristianecalcado.blogspot.com/2011/07/projeto-sacola-literaria.html
Partindo da
compreensão de Educação como “processos formativos que se desenvolve na vida
familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e
pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas
manifestações culturais” e do entendimento que “a educação básica tem por
finalidade desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável
para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e
em estudos posteriores” (Art. 22, LDB 9.3494/96), é que foi feito esse projeto
a fim de proporcionar a essa comunidade o livre acesso a toda e qualquer tipo
de leitura. Todo essa perspectiva de trabalho remete ao sentido e significado
do seu fazer: o primeiro é o de aprender, sendo a aprendizagem sempre
intencional, mesmo quando lúdica, em seu processo há algumas perguntas
importantes: - aprender o quê? – aprender como? – aprender para quê? Podemos
dizer que aqui se encontra o núcleo do trabalho pedagógico, do qual participa o
material a ser trabalhado, as condições de compreensão dos participantes, as
interações e mediações pedagógicas, as aprendizagens e conhecimentos em
processo de construção; o segundo é o sentido e o significado da própria
aprendizagem: Aqui podemos perceber a perspectiva da superação da educação
bancária incansavelmente criticada por FREIRE. E o que Freire questionava? –
Que os conceitos e teorias não são entidades com razão de ser em si mesmas, e
que, portanto, o conhecimento e as aprendizagens têm relação com o mundo em que
vivemos; - Que ninguém é tão sábio a ponto de saber tudo, e ninguém é tão
ignorante que não saiba nada, remetendo à relação pedagógica professor e aluno;
- Que o processo da aprendizagem tem como ponto de partida a “leitura de
mundo”, complementada e dialeticamente tencionada pela “leitura da palavra”.
A leitura é de
fundamental importância na vida das pessoas, pois através dela é que se adquire
novas ideais, e se obtém informações necessárias. A leitura contribui para o
prazer pessoal e amplia os interesses do indivíduo. Todas essas conquistas
podem levar a uma vida bem sucedida. Sabemos que
“ Essa tarefa
mental se amplia num processo reflexivo à proporção que as ideias se ligam em
unidades de pensamento cada vez maiores. O processo mental, no entanto, não
consiste apenas na compreensão das idéias percebidas, mas também na
interpretação e avaliação. Para todas as finalidades práticas, tais processos não
podem separar-se um do outro; fundem-se no ato da leitura”
A leitura ajuda
no desenvolvimento e na personalidade do indivíduo, e é um dos aspectos mais
importantes para o aluno como ponto de partida para a aquisição de
conhecimentos, meios de comunicação e socialização.
“O ensino da
leitura deveria corresponder à percepção que conseguimos da natureza da
leitura. Processo complexo, a leitura compreende várias fases de
desenvolvimento. Antes de tudo, é um processo perceptivo durante o qual se
reconhece símbolos. Em seguida, ocorre a transferência para conceitos
intelectuais.”
Para abordarmos
aspectos relativos ao ensino da leitura é importante sabermos o significado do
ato de ler. Ler é um processo dinâmico e ativo implicando não só, a apreensão
do significado do texto, mas a incorporação de nossa experiência e visão de
mundo como leitor. A cada leitura essa interação dinâmica leitor/texto favorece
a produção e a escrita de novo conhecimento e a expressão de uma linguagem
diferenciada.
Ao conhecer o
ato de ler como um processo dinâmico, naturalmente, está
priorizando a
formação de um leitor crítico e criativo.
Ler é quase
comentar um texto; é sublinhar, com a voz, as palavras essenciais... É ainda se
colocar em harmonia com os sentimentos que o autor exprime, entregá-los e
comunicá-los em torno de si: um sorriso, uma voz emocionada, olhos em que se
pode ver lágrimas despontando, tudo isso é um comentário que dura longamente.
Uma fisionomia fala tanto quanto a voz. (Bulletin Pédagogique du Pas-de Calais,
1907 apud: Chartier & Hébrard. p.261)
A leitura é um
ato que, também, depende de estímulo e motivação. A prática da leitura é uma
tarefa essencial para a construção do conhecimento e um deflagrador do
sentimento e opinião crítica do indivíduo. Ao propor atividades de leitura a
alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental, devem levar em conta o gosto
que os mesmos possuem pelo ato de ler. Fazer com que eles entendam que a
leitura comparada ao cinema, ao rádio e a televisão, tem vantagens únicas. Em vez
de precisar escolher dentre variedade limitada, posta a sua disposição por
cortesia do patrocinador comercial, ou entre filmes disponíveis no momento, o
leitor pode escolher dentre os melhores escritos do presente ou do passado.
Lê onde e quando
mais lhe convém, no ritmo que mais lhe agrada, podendo apressar ou retardar a
leitura, interrompe-la, reler ou parar para refletir, o seu bel-prazer. Lê o
que , quando, onde e como bem entende. Essa flexibilidade garante o interesse
contínuo pela leitura, tanto em relação à educação quanto ao entretenimento.
GUEDES e SOUZA afirmam em seu artigo intitulado “Não apenas o texto, mas o
dialogo em língua escrita é o conteúdo da aula de português”, que ‘ ler é
produzir sentido: ensinar a ler é contextualizar textos: o leitor atribui ao
texto que tem diante de si o sentido que lhe é acessível. Então conclui se que
quanto mais acesso ao mundo da leitura, mas conhecimento os alunos estarão
adquirindo e percebendo o quanto é bom ler e fácil escrever.
Na prática a que
se observa é que a escola não vem desenvolvendo a leitura dentro da perspectiva
mais ampla. Sendo função básica ela vem privilegiando a escrita em detrimento a
leitura “de mundo” que a criança já faz e traz para a escola. E além de
negligenciar a importância de interdependência entre essas duas leituras, ela
vem em relação à leitura do escrito enfatizado somente o trabalho de adquirir
os mecanismos básicos de grafia que lhe permite o acesso ao mundo escrito.
BAMBERGER afirma que através da leitura favorece:
[...] a remoção
das barreiras educacionais de que tanto se fala, concedendo oportunidades mais
justas de educação principalmente através da promoção do desenvolvimento da
linguagem do exercício intelectual, e aumenta a possibilidade de normalização
da situação pessoal do individuo.
Quem lê produz e
escreve mais.
6- Avaliação
A avaliação aqui apresentada foi
desenvolvida pela professora Cristiane Calado. Maiores informações: http://cristianecalcado.blogspot.com/2011/07/projeto-sacola-literaria.html
Ao longo dos
anos percebe-se a evolução do conceito de avaliação da aprendizagem, uma
concepção tecnicista em que avaliar significava medir, atribuir nota,
classificar, para uma concepção de avaliação crítica vista em um contexto
sociopolítico-cultural.
A prática da
avaliação se explicita por uma relação autoritária, conservadora, que coloca os
alunos como objetos, apassivados. Esse exercício autoritário provém do poder
que tem a avaliação e que permite ao professor manter a disciplina, o silêncio,
a atenção dos alunos etc.
Acreditamos em
uma avaliação que parta de uma concepção de apreensão de conhecimento nem
estática, nem cumulativa, mas dinâmica, contraditória e criativa. O aluno é
visto como sujeito do processo, ativo, que não só memoriza e reproduz
conhecimentos, mas também os constrói.
De acordo com os
PCNs (1998), a avaliação é parte importantíssima no processo educacional, que
vai muito além da realidade tradicional, focalizando o próprio controle externo
do aluno por meio de notas e também os conceitos que não poderíamos deixar de
abordá-los.
“A avaliação,
assim entendida, reforça sua natureza de ser inerente à ação, à ação
intencional característica exclusiva do ser humano que deverá conduzi-lo
progressivamente a constituir-se num sujeito autônomo, liberto para o conhecimento,
um pensador livre, crítico, criativo e responsável perante o contexto sócio,
econômico, político e cultural em que está inserido”. (2000: 179)
Portanto e de
acordo com os PCNs (p.79):
“a função da
avaliação é alimentar, sustentar e orientar a ação pedagógica e não apenas
constatar um certo nível de conhecimento do aluno... torna- se deste modo uma
atividade iluminada e alimentadora do processo do ensino, aprendizagem, uma vez
que dá retorno ao professor sobre como melhorar a qualidade do ensino, possibilitando
correções no percurso, e retorno ao aluno sobre seu próprio desenvolvimento”.
Após essa breve
afirmação inserida nos PCNs, a avaliação ocorrerá através da efetuação do
processo gradativo e contínuo, em que estaremos analisaremos possíveis falhas e
oportunizando as correções necessárias, dessa forma, o aluno é participante
ativo do processo de avaliação, em todos os seus momentos, também se
auto-avaliando. Participação na avaliação é sinônimo de avaliação permanente.
Aprender a avaliar-se e a criticar-se para melhorar é a contribuição central da
participação para a avaliação.
7- REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
LEI DE
DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL –LDB. Lei no.
9.394 de
dezembro de 1996. MEC
MELLO JR, José.O
livro Digital: Revista Editor, ano 2 - Nº 8 - Fevereiro /
Março 2000. Disponível
: http://www.ebookcult.com.br/ebookzine/leitura.htm>
acesso em
26/11/2006
BAMBERGER,
Richard. Como Incentivar o Hábito de Leitura. 2ª Ed. São
Paulo – Editora
Ática, 1986.
LAJOLO, Marisa.
Do mundo da Leitura Para a Leitura do mundo. Editora
Afiliada – São
Paulo, 6ª Ed – 2001.
GUEDES, Paulo
Coimbra. SOUZA, Jane Mari de. Ler e escrever
compromisso de
todas as áreas. 8. ed. - Porto Alegre : Editora da UFRGS,
2007.