sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Projeto Sacola literária - Para todos os anos do fundamental I


PROJETO SACOLA LITERÁRIA


EMEB – ERMÍNIA PAGGI

ELABORADO POR CRISTIANE CALADO

ADAPTADO LUANA B. C. LUIZ

 

 

SÃO BERNARDO DO CAMPO

2012

 

Projeto Sacola Literária

1 – Justificativa:

Porque desenvolver este projeto com os alunos?

(Desenvolvido por Luana B.C. Luiz)

A leitura permite que tenhamos acesso à informação, além de ser uma atividade que desperta a criatividade, trabalha a abstração e desenvolve diversas áreas cognitivas portanto. Por ser assim de Suma importância deve ser uma tarefa a ser realizada não apenas com os profissionais da escola, mas também com a família e com a sociedade em geral.

O nosso projeto propõem que por meio da leitura alunos, professores e os familiares possam desenvolver e assimilar novos conhecimentos, habilidades e atitudes, que lhe permitam uma transformação de seus valores, ideias e atitudes, renovando e ampliando sua formação. Nesse sentido, o Projeto Sacola Literária apresenta-se como uma dessas possibilidades de acesso ao entretenimento, leitura, à imaginação, à informação e à construção de conhecimento.

Doravante o projeto visa apresentar a leitura como instrumento de aquisição de novos saberes mas de forma prazerosa. Ao ser realizado com os familiares, o projeto visa não apenas a integração criança e seus familiares, mas uma integração escola, família e comunidade, servindo desta forma como instrumento de integração social, cultural e cidadã.  

2- Objetivo Geral:

Os objetivos (geral e específico) aqui apresentados foram desenvolvidos pela professora Cristiane Calado. Maiores informações: http://cristianecalcado.blogspot.com/2011/07/projeto-sacola-literaria.html

· Estimular nos alunos um processo de leitura permanente para estar continuamente atualizados frente aos desafios e perspectivas do mundo moderno/contemporâneo, ajudando - os a se tornarem sujeitos leitores e escritores.

3- Objetivos Específicos:

· Fomentar o hábito da leitura;

· Colaborar com a inserção do aluno no mundo letrado.

· Contribuir para a competência leitura e o desenvolvimento de múltiplas inteligências.

· Realizar seções de leitura e hora do conto;

· Promover intercâmbio culturas entre os leitores;

· Explorar as mensagens dos livros através de atividades.

· Entender que a leitura e a escrita desafiam nossa imaginação e

· possibilita nosso crescimento intelectual;

· Utilizar diferentes linguagens como meio para produzir, expressar e comunicar suas idéias;

· Permitir a construção de pontos de vista de uma visão de mundo, e

atribuição de sentido;

· Favorecer o desenvolvimento de um pensamento abstrato, complexo e de natureza diferenciada daquele permitido pela linguagem oral;

· Propiciar uma relação criativa critica e libertadora com a escrita, mostrando-se como desafio para qualquer processo de democratização e mudança social coletiva.

· Incentivar a formação de leitores;

· Ampliar o vocabulário, as experiências de leitura com o grupo e

· individualmente;

· Incentivar o estudante a compreender e utilizar melhor as regras

· Ortográficas da Língua Portuguesa;

· Oportunizar aos estudantes o acervo de inúmeras obras literárias de variados autores, buscando sempre, ampliar seus conhecimentos e suas capacidades criativas.

4- Descrição da Ação

(Desenvolvido por Luana B.C. Luiz)

Os alunos levarão para a casa uma sacola, desenvolvida para atividade, que terá uma pasta dentro contendo:

  • Uma folha de explicação sobre o que é o projeto e quais os objetivos;
  • Uma folha de instruções sobre como elaborar as atividades com os familiares.
  • Um texto baseado no gênero que estamos trabalhando (fábulas, contos, lendas etc.).
  • Três folhas de atividades referentes ao texto.

O aluno deverá realizar a leitura e a discussão do texto com os seus familiares e posteriormente realizar as atividades referentes a leitura que consistem em interpretação de texto, registos de opiniões e ilustração do texto (ver anexo “folhas amarelas”). Para isto o aluno permanecerá 2 (dois) dias com a sacola em sua casa, para que tenha tempo de realizar as atividades com seus familiares em uma momento adequado para ambos.

Todos os alunos levarão a sacola literária para a casa. Caberá à professora decidir como, para quem e em que dia a sacola será enviada a casa do aluno.

Ao retornar com a sacola o aluno deverá ler a história para a sala e relatar o que ele e seus familiares aprenderam com a história. Após a professora poderá realizar com os alunos uma roda de conversa sobre o tema do texto e ou história, bem como realizar outras atividades que considerar válidas.

Os alunos que ainda estão desenvolvendo a leitura e a escrita (pré-silábicos, silábicos com e sem valor e silábicos alfabéticos) também deverão levar a sacola para casa, porém irão realizar com os familiares a folha de registro de opiniões e a de ilustrações; fazendo a atividade de interpretação em sala de aula com a professora como escriba. 

 

5-  Fundamentação Teórica

A fundamentação teórica aqui apresentada  foi desenvolvida pela professora Cristiane Calado. Maiores informações: http://cristianecalcado.blogspot.com/2011/07/projeto-sacola-literaria.html

 

Partindo da compreensão de Educação como “processos formativos que se desenvolve na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais” e do entendimento que “a educação básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores” (Art. 22, LDB 9.3494/96), é que foi feito esse projeto a fim de proporcionar a essa comunidade o livre acesso a toda e qualquer tipo de leitura. Todo essa perspectiva de trabalho remete ao sentido e significado do seu fazer: o primeiro é o de aprender, sendo a aprendizagem sempre intencional, mesmo quando lúdica, em seu processo há algumas perguntas importantes: - aprender o quê? – aprender como? – aprender para quê? Podemos dizer que aqui se encontra o núcleo do trabalho pedagógico, do qual participa o material a ser trabalhado, as condições de compreensão dos participantes, as interações e mediações pedagógicas, as aprendizagens e conhecimentos em processo de construção; o segundo é o sentido e o significado da própria aprendizagem: Aqui podemos perceber a perspectiva da superação da educação bancária incansavelmente criticada por FREIRE. E o que Freire questionava? – Que os conceitos e teorias não são entidades com razão de ser em si mesmas, e que, portanto, o conhecimento e as aprendizagens têm relação com o mundo em que vivemos; - Que ninguém é tão sábio a ponto de saber tudo, e ninguém é tão ignorante que não saiba nada, remetendo à relação pedagógica professor e aluno; - Que o processo da aprendizagem tem como ponto de partida a “leitura de mundo”, complementada e dialeticamente tencionada pela “leitura da palavra”.

A leitura é de fundamental importância na vida das pessoas, pois através dela é que se adquire novas ideais, e se obtém informações necessárias. A leitura contribui para o prazer pessoal e amplia os interesses do indivíduo. Todas essas conquistas podem levar a uma vida bem sucedida. Sabemos que

“ Essa tarefa mental se amplia num processo reflexivo à proporção que as ideias se ligam em unidades de pensamento cada vez maiores. O processo mental, no entanto, não consiste apenas na compreensão das idéias percebidas, mas também na interpretação e avaliação. Para todas as finalidades práticas, tais processos não podem separar-se um do outro; fundem-se no ato da leitura”

A leitura ajuda no desenvolvimento e na personalidade do indivíduo, e é um dos aspectos mais importantes para o aluno como ponto de partida para a aquisição de conhecimentos, meios de comunicação e socialização.

“O ensino da leitura deveria corresponder à percepção que conseguimos da natureza da leitura. Processo complexo, a leitura compreende várias fases de desenvolvimento. Antes de tudo, é um processo perceptivo durante o qual se reconhece símbolos. Em seguida, ocorre a transferência para conceitos intelectuais.”

Para abordarmos aspectos relativos ao ensino da leitura é importante sabermos o significado do ato de ler. Ler é um processo dinâmico e ativo implicando não só, a apreensão do significado do texto, mas a incorporação de nossa experiência e visão de mundo como leitor. A cada leitura essa interação dinâmica leitor/texto favorece a produção e a escrita de novo conhecimento e a expressão de uma linguagem diferenciada.

Ao conhecer o ato de ler como um processo dinâmico, naturalmente, está

priorizando a formação de um leitor crítico e criativo.

Ler é quase comentar um texto; é sublinhar, com a voz, as palavras essenciais... É ainda se colocar em harmonia com os sentimentos que o autor exprime, entregá-los e comunicá-los em torno de si: um sorriso, uma voz emocionada, olhos em que se pode ver lágrimas despontando, tudo isso é um comentário que dura longamente. Uma fisionomia fala tanto quanto a voz. (Bulletin Pédagogique du Pas-de Calais, 1907 apud: Chartier & Hébrard. p.261)

A leitura é um ato que, também, depende de estímulo e motivação. A prática da leitura é uma tarefa essencial para a construção do conhecimento e um deflagrador do sentimento e opinião crítica do indivíduo. Ao propor atividades de leitura a alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental, devem levar em conta o gosto que os mesmos possuem pelo ato de ler. Fazer com que eles entendam que a leitura comparada ao cinema, ao rádio e a televisão, tem vantagens únicas. Em vez de precisar escolher dentre variedade limitada, posta a sua disposição por cortesia do patrocinador comercial, ou entre filmes disponíveis no momento, o leitor pode escolher dentre os melhores escritos do presente ou do passado.

Lê onde e quando mais lhe convém, no ritmo que mais lhe agrada, podendo apressar ou retardar a leitura, interrompe-la, reler ou parar para refletir, o seu bel-prazer. Lê o que , quando, onde e como bem entende. Essa flexibilidade garante o interesse contínuo pela leitura, tanto em relação à educação quanto ao entretenimento. GUEDES e SOUZA afirmam em seu artigo intitulado “Não apenas o texto, mas o dialogo em língua escrita é o conteúdo da aula de português”, que ‘ ler é produzir sentido: ensinar a ler é contextualizar textos: o leitor atribui ao texto que tem diante de si o sentido que lhe é acessível. Então conclui se que quanto mais acesso ao mundo da leitura, mas conhecimento os alunos estarão adquirindo e percebendo o quanto é bom ler e fácil escrever.

Na prática a que se observa é que a escola não vem desenvolvendo a leitura dentro da perspectiva mais ampla. Sendo função básica ela vem privilegiando a escrita em detrimento a leitura “de mundo” que a criança já faz e traz para a escola. E além de negligenciar a importância de interdependência entre essas duas leituras, ela vem em relação à leitura do escrito enfatizado somente o trabalho de adquirir os mecanismos básicos de grafia que lhe permite o acesso ao mundo escrito. BAMBERGER afirma que através da leitura favorece:

[...] a remoção das barreiras educacionais de que tanto se fala, concedendo oportunidades mais justas de educação principalmente através da promoção do desenvolvimento da linguagem do exercício intelectual, e aumenta a possibilidade de normalização da situação pessoal do individuo.

Quem lê produz e escreve mais.

 

6- Avaliação

A avaliação aqui apresentada foi desenvolvida pela professora Cristiane Calado. Maiores informações: http://cristianecalcado.blogspot.com/2011/07/projeto-sacola-literaria.html

Ao longo dos anos percebe-se a evolução do conceito de avaliação da aprendizagem, uma concepção tecnicista em que avaliar significava medir, atribuir nota, classificar, para uma concepção de avaliação crítica vista em um contexto sociopolítico-cultural.

A prática da avaliação se explicita por uma relação autoritária, conservadora, que coloca os alunos como objetos, apassivados. Esse exercício autoritário provém do poder que tem a avaliação e que permite ao professor manter a disciplina, o silêncio, a atenção dos alunos etc.

Acreditamos em uma avaliação que parta de uma concepção de apreensão de conhecimento nem estática, nem cumulativa, mas dinâmica, contraditória e criativa. O aluno é visto como sujeito do processo, ativo, que não só memoriza e reproduz conhecimentos, mas também os constrói.

De acordo com os PCNs (1998), a avaliação é parte importantíssima no processo educacional, que vai muito além da realidade tradicional, focalizando o próprio controle externo do aluno por meio de notas e também os conceitos que não poderíamos deixar de abordá-los.

“A avaliação, assim entendida, reforça sua natureza de ser inerente à ação, à ação intencional característica exclusiva do ser humano que deverá conduzi-lo progressivamente a constituir-se num sujeito autônomo, liberto para o conhecimento, um pensador livre, crítico, criativo e responsável perante o contexto sócio, econômico, político e cultural em que está inserido”. (2000: 179)

Portanto e de acordo com os PCNs (p.79):

“a função da avaliação é alimentar, sustentar e orientar a ação pedagógica e não apenas constatar um certo nível de conhecimento do aluno... torna- se deste modo uma atividade iluminada e alimentadora do processo do ensino, aprendizagem, uma vez que dá retorno ao professor sobre como melhorar a qualidade do ensino, possibilitando correções no percurso, e retorno ao aluno sobre seu próprio desenvolvimento”.

Após essa breve afirmação inserida nos PCNs, a avaliação ocorrerá através da efetuação do processo gradativo e contínuo, em que estaremos analisaremos possíveis falhas e oportunizando as correções necessárias, dessa forma, o aluno é participante ativo do processo de avaliação, em todos os seus momentos, também se auto-avaliando. Participação na avaliação é sinônimo de avaliação permanente. Aprender a avaliar-se e a criticar-se para melhorar é a contribuição central da participação para a avaliação.

7- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL –LDB. Lei no.

9.394 de dezembro de 1996. MEC

MELLO JR, José.O livro Digital: Revista Editor, ano 2 - Nº 8 - Fevereiro /

Março 2000. Disponível : http://www.ebookcult.com.br/ebookzine/leitura.htm> acesso em

26/11/2006

BAMBERGER, Richard. Como Incentivar o Hábito de Leitura. 2ª Ed. São

Paulo – Editora Ática, 1986.

LAJOLO, Marisa. Do mundo da Leitura Para a Leitura do mundo. Editora

Afiliada – São Paulo, 6ª Ed – 2001.

GUEDES, Paulo Coimbra. SOUZA, Jane Mari de. Ler e escrever

compromisso de todas as áreas. 8. ed. - Porto Alegre : Editora da UFRGS,

2007.

Material para aulas

Olá queridas amigas e amigos;

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Um beijão

Luana Luiz